Minhas três Princesas

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Decisões, decisões... - Parte II

Olá gente,

Continuando o raciocínio da semana passada, estive falando um pouco sobre a metodologia Waldorf. Deu pra perceber que o método é bastante diferente da metodologia tradicional. E isso, certamente, me trouxe uma série de dúvidas na hora de decidir.

A primeira foi sobre o não estímulo à competição, afinal, vivemos num mundo competitivo. Desde cedo as escolas preparam e até estimulam as crianças a conviver neste contexto. Nossos filhos são treinados para competir. Quem tirou a melhor nota, quem tem o caderno mais caprichado. E indiretamente também. Quem tem (e, principalmente, quem não tem) a mochila do “Ben Dez” ou a sapatilha das “Princesas” ou o caderno da “Pucca”. Com a evolução do crescimento, este quadro se agrava. Prova pra passar de ano, ENEM, vestibular. E a escola acaba se tornando um meio de treinamento das crianças e jovens para vencerem estas etapas impostas pelo sistema educacional. Pra confirmar, basta ver o que são os “terceirões” das escolas particulares. Puro e simples adestramento para vestibular. Sim, porque, como bem dizia o Renato Russo, “você tem que passar no vestibular!”. E assim, educar uma das minhas filhas num ambiente que, além de não preparar para, desestimula a competição, realmente me trazia muitas incertezas com relação ao futuro dela. Será que ela se sentiria pronta quando fosse necessário competir, será que saberia lidar com esse tipo de pressão?

Outra característica do método que gerou certa discussão a princípio foi a não alfabetização antes dos sete anos. Se bem que isso até que não me preocupava muito. Eu mesmo, só aprendi a ler na primeira série, e não cursei pré-escola. Mas acho até que era mais do que isso. A característica de não formalização de de conteúdo nos moldes clássicos me preocupava um pouco. Até mesmo alguns amigos levantaram esta questão em algumas conversas, e não posso negar que pensava um pouco como eles. Não iria a Helena sentir-se de alguma forma inferiorizada em relação aos amiguinhos “não Waldorf”, que já iriam saber contar e identificar as letras? O que ela faria na escola então se não fosse “aprender” essas coisas? A Helena iria ser a única da turminha que não iria saber ler ou contar? Será que isso poderia trazer algum trauma futuro?
Aliás, repararam como a gente tem a necessidade de avaliar a evolução da criança através de parâmetros objetivos que a gente possa mensurar? Se der pra ser na forma de um número então, melhor ainda? “Você viu, o fulaninho já tá aprendendo Inglês na escola (O moleque tem só três anos gente!!). Já sabe a tabuada do 3. Já sabe escrever o nome dele sozinho”. E a falta desses parâmetros me preocupava também. Que parâmetros usaria eu para avaliar os resultados da escola? E mais, não estaria prejudicando a Helena ao não propiciar a ela este tipo de informação já desde cedo, fazendo com que ela “largasse atrasada"?

Finalmente, o fato de o professor ser o mesmo durante toda a escola também me preocupava. E se a metodologia do professor não fosse adequada? Ou se a Helena não se adaptasse ao estilo da professora? Ou ainda, não seria interessante pro desenvolvimento dela essa mudança de professor, como forma de ensinar a lidar com diversas formas de ministrar conteúdo?

Enfim, estas, dentre outras, eram as questões que passaram na minha cabeça quanto fui matricular a Helena na escolinha chamada “Moitará”, na cidade de Cuiabá. Mas ainda assim resolvi fazer um período de experiência, principalmente em função de uma menina chamada Mônica, que tive a oportunidade de conhecer ainda na época de faculdade. Mônica era uma das filhas adolescentes de Anne Marie, uma senhora total e completamente “alternativa” que obtinha sua renda de quartos que alugava em sua casa, num dos quais residi nos três primeiros anos de faculdade. Me chamou muito a atenção na época o nível de maturidade e segurança que a Mônica apresentava para uma adolescente de 15 anos. A menina era completamente segura e confiante em si mesma. Não ligava mesmo para a opinião dos outros. Vestia o que a mãe podia comprar, e realmente não se incomodava com isso, não dava a mínima importância para coisas como marca ou moda. Tinha uma criatividade e capacidade de raciocínio admiráveis. Sabia pensar por si mesma, e avaliar fatos com muita propriedade antes de formar seus conceitos e emitir suas opiniões. Sem contar a maturidade e aptidão para liderança. E, principalmente, era completamente feliz consigo mesma e aceitava muito bem suas eventuais limitações. Enfim, acabei descobrindo que a Mônica tinha sido aluna Waldorf a vida inteira. Assim, quando me vi na situação de matricular a Helena na Moitará, lembrei-me da Mônica e pensei que gostaria muito de ter uma filha adolescente segura, criativa, inteligente e bem resolvida como aquela menina que conhecera tantos anos atrás. E por isso resolvi fazer o teste, e, digo, estou completamente satisfeito. Hoje, observando os resultados, tenho muita convicção de que fiz a escolha certa, e as dúvidas e incertezas que relatei acima foram se dissipando uma a uma. A evolução da Helena é notável, e percebo claramente a influência da escola nisso. Mas isso é assunto pro post da semana que vem.

Abraços

Marlon

Rapunzel


Oi gente!

Há mais de um ano levamos nossa pequerrucha ao cinema para assistir ao filme Enrolados. Desde então, ela deixou de ser a Branca de Neve e passou a ser a Rapunzel. Recentemente, fomos a Floripa e eu tinha comprado para ela uma fita de cetim cor de rosa para ela. Lá, ela pediu para a vovó Elenita fazer uma trança para ela. A vó, deu um nó de forca na fita e colocou como uma faixa na cabeça, deixando a ponta arrastando no chão. E ela só andava desse jeitinho pela rua e por dentro de casa.
Pois ontem, isso evoluiu... ela viu o sling na cadeira e pediu para brincar com ele. Então, fiz o nó e prendi na cabecinha dela e a felicidade estava estampada.

Ela adorou porque fazia aquela cena que a Rapunzel fica tentando segurar o cabelo todo e ficava com os braços cheios de sling - hehehehe
Posted by Picasa

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ai meus cabelos brancos!

Abençoadas as que não se importam com os cabelos brancos. Mas, como não sou desse time, tive que arrumar um  jeitinho de lidar com isso. No começo, arrancava mesmo mas, depois de um certo tempo, comecei a achar que ia desenvolver uma calvície, tamanha a velocidade com a qual eles se proliferaram.

Entrou aí a sabedoria milenar. Como não sou muito afim de passar química no cabelo (eles são muito fracos) e com o tempo que tenho acho que acabaria ficando com uns 4 dedos de raiz, resolvi optar pela Henna.

Mas não a tintura de Henna e sim a própria planta triturada. Misturo o pó com água morna, coloco no cabelo e espero cerca de uma hora com essa touquinha linda!


Depois disso, basta enxaguar MUITO e os cabelos brancos ficaram avermelhados, se disfarçando no meio dos outros. E faço isso em casa.

Não se preocupe com a sujeira. Apesar de ser marrom, a henna só vai manchar roupas e toalhas se você deixar ficar muito tempo. Se lavar logo, sai tudinho.

Beijokas



domingo, 22 de janeiro de 2012

Decisões, decisões

Oi, pessoal

Como tenho dito sempre, ser pai é bem legal, mas dá um meeedo. Como pais, temos a responsabilidade de tomar todas as decisões relativas ao presente e futuro de nossos nanicos. É muita responsa. Segundo li em algum lugar, até os sete anos de vida a criança terá desenvolvido e solidificado todas as as suas características de personalidade, estando, portanto, estabelecidas as bases que definirão seu caráter e seus valores quando adulto. Ou seja, já pararam pra pensar que algumas das decisões que tomarmos hoje vão afetar a vida de nossos filhos para sempre! Caraca, é muita pressão!!!

E dentre estas escolhas, uma das mais fundamentais talvez seja a escolha da escola. Ou mais ainda, a metodologia de ensino que esta usa. Aqui em casa, depois de pensar muuuuito mesmo, optamos por um tipo de metodologia alternativo, a chamada metodologia Waldorf, criada por Rudolf Steiner em 1919, em Stuttgart, Alemanha. E como estamos gostando muito dos resultados que estamos obtendo com a Helena, os quais nos fizeram optar pela mesma metodologia para as outras duas nanicas, resolvi falar um pouco sobre isso hoje.

Como o tema é muito amplo, e o post ficou mesmo enorme, resolvi dividir o assunto. Nesta semana, vou falar um pouco sobre a metodologia Waldorf em si, com foco nas principais diferenças entre esta e a metodologia, digamos, tradicional. Nas próximas semanas, pretendo abordar um pouco o processo decisório em si, falando das principais dúvidas e inseguranças que eu e a Rê encaramos e os principais aspectos que motivaram nossa escolha final. Por fim, vou abordar um pouco os resultados que estamos obtendo com a Helena, os quais hoje me fazem acreditar que tomamos a decisão certa.

Vamos lá então.

Para começar, transcrevo abaixo, com a devida vênia, um trecho do sítio da Sociedade Antroposófica do Brasil sobre a metodologia Waldorf:

“Ela é uma pedagogia holística em um dos mais amplos sentidos que se pode dar a essa palavra quando aplicada ao ser humano e à sua educação. De fato, ele é encarado do ponto de vista físico, anímico e espiritual, e o desabrochar progressivo desses três constituintes de sua organização é abordado diretamente na pedagogia. Assim, por exemplo, cultiva-se o querer (agir) através da atividade corpórea dos alunos em praticamente quase todas as aulas; o sentir é incentivado por meio de abordagem artística constante em todas as matérias, além de atividades artísticas e artesanais, específicas para cada idade; o pensar vai sendo cultivado paulatinamente desde a imaginação dos contos, lendas e mitos no início da escolaridade, até o pensar abstrato rigorosamente científico no ensino médio. O fato de não se exigir ou cultivar um pensar abstrato, intelectual, muito cedo é uma das características marcantes da pedagogia Waldorf em relação a outros métodos de ensino. Assim, não é recomendado que as crianças aprendam a ler antes de entrar na 1a série [...]. Como o computador força um pensamento lógico-simbólico, nenhuma escola Waldorf digna desse nome utiliza essa máquina, sob qualquer forma, antes do ensino médio (9a série na seriação Waldorf) [...]”

Mais especificamente no que se refere aos nanicos, a metodologia entende que a criança, até os sete anos, deve desenvolver a habilidade de se relacionar com os outros. Competição e qualquer aspecto relacionado a ela são completamente desestimulados. Assim, as coisas são de uso comum, compartilhadas entre todos. Roupas e mochilas de marca, presentes comprados ou similares são desestimulados na escola, dando-se muito valor a coisas criadas pelas próprias crianças. Os presentes são artesanais, fabricados pela turma para o aniversariante. A televisão (e similares) simplesmente NÃO EXISTEM na escola, e o seu uso em casa também é desaconselhado. As crianças passam os dias lendo estorias, fazendo teatro, pintura, escultura, artesanato, dança. Em conjunto trabalham a terra, fazem pão, cozinham e organizam os seus ambientes (limpam a louça, varrem o chão, arrumam a sala de aula, obviamente com a participação e orientação dos professores e respeitadas as restrições de habilidades inerentes ao seu desenvolvimento em função da idade). A alimentação é o mais natural possível, e o contato e respeito para com a natureza é uma característica muito incentivada. Na escola, as crianças fazem reciclagem e compostagem. Inclusive, a escola tem horta orgânica e animais que são cultivados e cuidados pelos próprios alunos. Na escola da Helena há, inclusive, uma enorme tartaruga chamada Catarina, que circula livremente pelo pátio, participando, eventualmente, das brincadeiras das crianças.

Outra característica interessante é que as turmas não são dividas por idade, e não existe qualquer tipo de segregação. Assim, crianças de idades diferentes, e mesmo aquelas portadoras de deficiência, convivem dentro de um mesmo ambiente (ao menos na escola da Helena em Cuiabá era assim). Todos os alunos têm, em maior ou menor grau, dependendo de seu desenvolvimento psico-motor, obrigações e responsabilidades individuais e para com o grupo, todos sentem-se úteis e são estimulados a participar, respeitadas as suas limitações. Novamente, sempre com o foco na convivência, aprendendo a entender e respeitar as diferenças.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção, e que mais me causou dúvidas no começo, é que não existe uma preocupação com o formalismo do conteúdo (o que não quer dizer que os mesmos não sejam passados). A maneira de ensinar é que é diferente. Assim, ninguém precisa decorar a tabuada ou o alfabeto, não existem cartilhas, não se “ensinam”  os nomes das cores, etc. O conteúdo é passado de uma maneira totalmente lúdica e sem compromisso. Além disso, o mesmo professor acompanha os alunos durante todos os anos em que estes permaneces na escola. Não há provas nem reprovações, e a turma é a mesma durante todos os anos  (na verdade, a única mudança é que todo ano os alunos mais velhos se formam e saem, e entram alunos novos).

Bom gente, estes são os principais aspectos da metodologia. O tema, como disse, é bem amplo, e não sou especialista, nem pretendo esgotar o assunto aqui. Para quem quiser saber mais um bom lugar pra começar é o link da
Sociedade Antroposófica do Brasil. Mas já deu pra perceber que é bem diferente (e, fala a verdade, muito mais divertido) da “escola da titia” que eu frequentei quando era pequeno.  E certamente que isso me trouxe muitas dúvidas e insegurança no princípio. Mas falo disso na semana que vem.

Por hoje vou parando por aqui, que já tá comprido pra caramba.

Abraços.

Marlon.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Rotina da noite


Gente do céu... como as coisas ficam mais difíceis depois dos vinte e cinco, né? Lembra quando você não precisava passar hidratante, tomar vitaminas, tirar manchas da pele, malhar ou controlar de forma ferrenha a alimentação?

Tudo isso é passado - kkkkkkkk.

Principalmente se ao longo desses 30 anos você, como eu, resolveu sugar seu corpo e ter três filhas em 2 anos. UFA!

Bom... com o término das gestações e amamentações (sem falar no susto que o marido resolveu me dar ano passado), o saldo não era muito bom:

Coluna detonada
96 kg de peso
condromalácea nível II nos joelhos
Pele manchada
Estrias mil
rugas de expressão super acentuadas
preparo físico inexistente
queda absurda de cabelo
depressão

Enfim... tava bem detonada, né? Então, começamos pelo princípio e fui me tratando de uma coisa de cada vez e tudo foi melhorando. Hoje a depressão está sob controle, com o pilates a condromalácea e a dor na coluna sossegaram e acho que em breve não as sentirei mais. Meu peso está quase no normal e, com isso, as estrias diminuíram muito. O preparo físico também anda bem melhor.

Sobrou a parte estética e, como podem imaginar, não é muito fácil com 3 picorruchas achar tempo para me cuidar.
Comecei a introduzir os hábitos lentamente para que fosse me acostumando com eles e não largasse tudo depois de um mês.

Decidi que o melhor horário para me cuidar era à noite, já com as crianças na cama. E a rotina ficou assim:

Na hora do banho, uso sabonete líquido e uma loofah vegetal para fazer esfoliação no corpo todo e uma vez por semana, troco o sabonete por um esfoliante (que já mora no banheiro para eu não esquecer).
Ainda no banho, tem um gel de limpeza para o rosto.
Quando saio do banho, passo um hidratante de 24 horas já que durante o dia nem pensar parar para fazer isso.
Depois, passo uma loção no couro cabeludo (graças a Deus tá fazendo efeito e o cabelo está voltando a crescer).
Passo ácido no rosto.

De manhã fica só tirar o ácido logo que acordo para não correr o risco de encostar na pele das pequenas e passar o filtro solar.

E vocês, qual a rotina diária de beleza?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Passeio ao Shopping sem as fraldas

Oi gente!

Já que choveu esse final de semana, resolvemos ir almoçar no Shopping Estação. Como sempre, a aventura começa na arrumação da molecada. Agora que a Iris e a Flora estão andando, é um exercício.
Primeiro, separo todas as roupas que elas vão usar.
Depois, arrumo roupinhas extras para colocar na bolsa delas. Aqui em Curitiba isso ainda inclui casaquinhos, roupinhas mais frescas, meias, etc.
Aí é a vez das coisas de higiene: fraldas, lenços, pomada, saquinhos de lixo e a necessaire com álcool em gel, sabonete líquido, protetores de assento, etc.
Feito isso, vou vestir as naniquinhas. A Iris é tranquila. Deixa colocar a blusinha, dá o pé para colocar a calça, e depois que eu solto é que vai farrear.
A Flora tá difícil... é uma assanhadinha. Quando me preparo para colocar a blusinha pela cabeça, ela se joga para trás e cai na cama, dando risadas escandalosas. Depois rola e sai engatinhando. Pego ela, trago de volta, sento e começo tudo de novo. Chego a ficar suada - hehehehehe.
A Helena está em outra fase. Quer decidir tudo sozinha. Escolho calça, ela queria saia. Se escolho saia, não era aquela. Enfim, aprendeu a argumentar e agora tudo é uma novela. Mas, pelo lado positivo, ela praticamente se veste sozinha.

Depois de tudo pronto, lá vamos nós. Agora eu não coloco mais as pequenas no carrinho. Saio cantando " Marcha Soldado" e as minhas patinhas (como as chamo por causa do jeito de andar) vem atrás. Saímos e quando o elevador abre eu seguro a porta para as duas entrarem (porque Helena a essa altura já entrou e apertou o botão da garagem). Descemos e elas caminham até o carro onde as pego e coloco nas cadeirinhas.

Só que, dessa vez o papai não achava a chave de casa e disse para eu ir na frente que ele ia procurar. Voltou enquanto eu colocava todo mundo no carro. Até aí, tudo jóia. Saímos, fomos ao Shopping e quando paramos, tiramos o carrinho do porta-malas, a molecada e... cadê a bolsa de fraldas?

Papai deixou no sofá... EM CASA!!!! E agora?

Pensamos, nada de mais, vamos comprar nas americanas, né? Não! Eram 11:00 e as lojas só abririam às 14:00. Bem... fomos almoçar e rezamos para que as fraldas aguentassem. Mas, depois da comida, fui ver e elas estavam prestes a explodir e ainda falava uma hora para as lojas abrirem.

Então fomos ao segurança perguntar onde poderíamos comprar uma fralda e ele falou que só quando as lojas abrissem. Então o Marlon foi ver se no fraldário eles tinham para vender. Não tinha. Aí, ferrou! Resolvi sair para a rua atrás de uma farmácia. Marlon foi com Helena para o parquinho onde ela se esbaldou, diga-se de passagem. E minha avó ficou dando uma voltinha com as pequenas.

video


Logo percebi que o segurança do shopping não devia ter filhos pequenos porque não sabia que numa farmácia se vendem fraldas. Saí por uma porta do shopping e entrei pela outra quando vi a Farmácia lá dentro. Entrei, comprei fraldas, lencinhos e hipoglós. Corri para achar minha avó e levar a molecada ao fraldário. Problema resolvido!

Passeio continuado... Helena brincou por uma hora no parquinho e nós fomos à sapataria onde as vendedoras brincavam com as gêmeas enquanto nós escolhíamos sapatos!

Valha-me Nossa Senhora das Fraldas Esquecidas! Deu tudo certo!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Blábláblá

Olá pessoal.

Já repararam como os naniquinhos crescem rápido. A gente nem bem tem tempo de se acostumar com o "truque" mais recente, e lá estão eles com outra novidade ainda mais legal. Mal sentam e começam a engatinhar, mal engatinham, e já estão andando, mal andam e já começam a falar. É rápido demais.

E de todas as fases do desenvolvimento que tive a oportunidade de acompanhar até agora, a mais legal, do meu ponto de vista, é quando elas finalmente pronunciam a primeira palavra. Na verdade, mais precisamente, o desenvolvimento do processo de aprendizado da linguagem como um todo.

É muito interessante perceber como, desde muito antes de finalmente conseguirem expressar corretamente uma palavra, por mais simples que seja, o cérebro dos “pequenininhos” já possui uma capacidade de compreensão muito profunda da linguagem. Observo isso muito claramente com as gêmeas. Mesmo agora, quando ainda apenas balbuciam “papá” (eu me derreto!!) ou “mãmãmãmã” (mordo todo mundo!!), já dá pra perceber que elas compreendem muito bem a linguagem oral. Quando chamamos seus nomes, tem noção de sua individualidade, sabem direitinho quem é Íris e quem é Flora. Também entendem muito bem quando estou chamando pra brincar ou quando estão levando uma repreensão. Mostram isso em seus comportamentos. Se chamo pra brincar, vem logo aquele gritinho de excitação e o sorriso aberto e excitado de “OBA!, BAGUNÇA!!!”. Quando estão aprontando e chamo a atenção delas, entretanto, vem logo aquele sorrisinho safado de  “Ah, papai, deixa, vai?!” (também conhecido como “cara de cachorro pidão”). Meu, e como gostam de colocar o dedo em tomadas, fios, ventiladores, ou subir em cadeiras, armários, escadas. Na verdade, adoram tudo que pode lhes quebrar um osso ou causar um ferimento grave, quanto maior o potencial lesivo da “arte”, mais elas gostam!

Já a Helena está em outra fase, mas nem por isso menos legal. Com ela, percebo que a linguagem é um processo de raciocínio e aprendizado sobre um código de linguagem que demanda tempo e esforços enormes dos nanicos para ser corretamente compreendido e utilizado, e não uma mera repetição de um conjunto decorado de palavras e frases. Isso se percebe muito claramente no processo de conjugação de verbos e nomes. Neste contexto, acho legal colocar algumas coisas que a Helena costuma dizer, que ilustram o que quero colocar:

“- Papai, eu já seio (às vezes sabo) se vestir sozinha”
“- Eu já pedei pra mamãe”
“- As irmãzinhas fez errado muitas coisas”
“- Amanhã eu se comportei muito, não fiz nenhumas coisas erradas, posso assistir um “filminho”?”
“- Eu assistei a Bela e a Fera”

Dá pra notar que a criança apresenta uma noção da existência e necessidade da conjugação verbal e de concordância nominal, e utiliza, para lidar lidar com isso, um conjunto interno de noções de referência. Assim, diante de uma nova palavra a ser utilizada, tenta adequar o seu uso aos modelos de referência de que já dispõe. A partir do uso constante, da observação da fala dos adultos, e das correções efetuadas por estes quando cometem erros, os modelos cerebrais de que a criança dispõe vão se ampliando, e novas tentativas de adequação são sistematicamente tentadas, até o desenvolvimento da linguagem, digamos, adulta.

Mas mais do que um estudo sobre o desenvolvimento da linguagem, que certamente outros poderão efetuar com muito mais propriedade e conhecimento do que eu, eu queria falar é do que entendo seja o nosso papel de pai nisso tudo. A meu ver, cabe a nós, pais, estabelecermos os padrões de linguagem que a criança vai imitar e utilizar. E por isso, devemos tentar evitar repetir os padrões da criança, por mais “bonitinho” que isso pareça, pois, ao fazermos tal coisa, estaremos reforçando o padrão errado e dificultando a aprendizagem do correto. Novamente, não quero aqui desenvolver uma tese de linguística, mas apenas lançar uma reflexão sobre o assunto. Em nossa casa, procuramos, dentro de nossas próprias limitações (porque a língua portuguesa é mesmo muito complexa), utilizar um padrão de linguagem correto (não estou falando de norma culta), atentando para a pronúncia correta das palavras e, sempre que possível, o correto emprego de conjugações e declinações.  Atenção, gente, não quero dizer que vou falar tal qual Camões ou Gregório de Matos, sou humano, afinal de contas. Mas o que quero dizer é que, (NA MINHA OPINIÃO, TÁ?) como pais devemos evitar aquela bobeira de ficar falando com a criança como se esta fosse um débil mental. Eu a a Rê falamos com as nanicas, (mesmo as gêmeas) como falaríamos normalmente com outro adulto (tá, quase sempre, às vezes escapa um “cuti cuti” abobado), na esperança de que isso ajude-as a desenvolver a sua própria linguagem mais rapidamente.

Mas como não sou psicólogo, psiquiatra ou orientador infantil, aproveitei a coluna de hoje para tocar no assunto e saber a opinião de vocês sobre isso também. Se vocês tem a mesma impressões que eu, ou se viveram uma experiência diversa. Até porque, as experiências de vocês ajudam a enriquecer a minha própria.

Abraços.
Marlon.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Resultado da pesquisinha


Oi gente

Semana passada fiz essa pesquisa para saber se só eu abria mão da vaidade por causa da correria de vida de mãe. E agora, vai o resultado para vocês julgarem.

Com que frequência você faz as unhas?
Uma vez por semana, religiosamente
37.5%
A cada 15 dias. Aí já aproveito para fazer o pé junto
12.5%
Uma vez por mês.
12.5%
Anualmente... e só se tiver um grande evento social e os astros ajudarem.
37.5%
Fazer o que com as unhas?
0


Que cor você usa?
Cor de quê?
0
No máximo uma base... não dá tempo de passar o esmalte.
0
Renda, renda ou renda (afinal, Deus sabe quando vou poder fazer de novo)
50.0%
Nem lá, nem cá... rosinhas, branquinhos
37.5%
Vermelhos, e similares
12.5%
Onde você faz as unhas?
No salão
87.5%
Em casa
12.5%
Minha vizinha, amiga ou prima faz para mim
0
Não entendi
0

Onde ficam seus filhos enquanto você faz a unha?
Em casa com alguém (babá, avó, etc)
50.0%
Na escola
25.0%
Junto comigo
37.5%
Crianças? Sabia que estava esquecendo alguma coisa!
0


Pelo visto não é muito fácil mesmo manter a beleza - hehehehe - mas, a gente se esforça, né?

Beijinhos e bom final de semana!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Parque Tanguá


Classificação: 
Localização: R. Oswaldo Maciel, 192 - Taboão (entrada principal) ou Margarida do Conto Gava, 42-500 - Pilarzinho

Dicas: Pela entrada principal, a gente passa por um jardim e pode ver o mirante. Mas, como fomos com minha avó, depois o Marlon teve que pegar o carro e levá-la para a parte de baixo do parque pois o acesso é meio íngreme para quem tem dificuldade de locomoção. Mas se for só um carrinho de bebê, vai ter que segurar firme mas dá para passar.
Ah... como quase sempre, é importante levar filtro solar e repelente.

Atração:
Chegando ao parque, nos deparamos com o grande e lindíssimo jardim Poty Lazzarotto. Dá uma olhadinha no dia lindo que estava fazendo.





Subimos na torre do mirante e a vista é linda!



O Marlon foi levar minha avó de carro, então pedi para ele levar as gêmeas também e desci sozinha com a Helena. Foi bem gostoso curtir ela e ir contando historinhas de fadas que vivem nas matas, etc. 

Depois de descer, chegamos a um lago artificial, de onde se vê a cachoeira que cai do jardim. A vista é linda!




Nesse dia esqueci a manta de piquenique na secadora e tivemos que improvisar. Achamos uma sombrinha e armamos o acampamento.


Na hora do lanche, todo mundo mandando ver na bisnaguinha


E a mamãe e a Bisa, só na bolacha integral



 Depois do lanchinho, minha avó ficou com as gêmeas enquanto eu e o Marlon fomos levar a Helena para ver o túnel de pedra que chega perto da cachoeira. O caminho é uma graça, olha só.





E essa aí é a vista do outro lado do túnel

Nem preciso dizer que, depois de uma faxina na molecada, e a tradicional troca de fraldas no carro,





... o sono foi praticamente instantâneo


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Educação se aprende em casa.

Olá gente.

Desculpem o atraso, estava sem inspiração e meio sem assunto. Mas hoje quando corria pelo parque, lá por volta do quilômetro cinco, vi uma cena que disparou o pensador e destravou os neurônios.

Uma menininha, devia ter lá seus três ou quatro anos, sei lá por que motivo, fazia uma sonora e malcriada birra para sua mãe, próximo ao bar do parque. Até aí, tudo normal, criança faz birra mesmo, todo mundo já passou por isso. Mas uma vez que não conseguiu imediatamente o que queria, a menina passou a literalmente xingar e agredir fisicamente a mãe, que, desculpem a franqueza, qual uma pateta, não esboçava a mínima reação de autoridade. Limitava-se a tentar (sem sucesso) acalmar a criança, com "amorzinho, não faz assim", "fulaninha, não bate na mamãe" (e tome xingamento e tapa e chute). Bom, prossegui a minha corrida, e quando novamente passei pelo bar dou com a citada "anjinha" a degustar um gigantesco sorvete (de chocolate, acho eu, pois era marrom), enquanto a mamãe desesperada e exasperada fazia mil propostas "gulosêimicas" e "brinquedísticas" para tentar convencê-la a ir-se embora.

Enfim, prossegui novamente, e terminei a corrida sem saber o fim da novela, mas o que vi já foi bastante pra imaginar, né? A menininha, para evitar posteriores chiliques, teve todas as suas vontades atendidas e fez exatamente o que queria, com a mãe adequando suas necessidades à conveniência da pirralha. Em última análise, o comportamento escandaloso e inadequado da criança foi premiado pela mãe com um delicioso sorvete. E então eu pergunto: será que essa cena se repetirá no futuro, independente do local, em outra situação em que a criança for contrariada? Não precisa ser vidente pra saber.

A cena em si não tinha nada de extraordinário, na verdade era até bastante cotidiana, aliás, infelizmente cada vez mais comum, vista quase que diariamente nos Shoppings, supermercados, lojas de brinquedos, parques, praças, escolas, casas, enfim, basicamente em todo o lugar frequentado simultaneamente por pais e filhos. Cada vez mais vemos pais apáticos e inertes dominados por pequenos ditadores, que, ao menor sinal de contrariedade, perdem completamente o controle e passam a fazer birra até conseguirem (porque sempre conseguem) o que querem.

Contudo, as possíveis consequencias deste modelo de criação, a longo prazo, é que me deixaram pensativo. Estamos criando uma geração que não sabe lidar com a negativa. E a criança assim criada vai se tornar um adulto que também não sabe lidar com o "não conseguir o que quer", e, portanto, despreparado para o convívio social.

Na minha modesta visão, a falta de limites na infância é um dos principais causadores da desestruturação social que temos observado nos dias de hoje. Pois uma criança sem limites e que  não respeita nem os próprios pais, potencialmente tornar-se-á o adolescente revoltado que agride professor, o jovem viciado que comete delitos e o adulto marginal. Ou, no mínimo, um adulto com dificuldades de convívio e problemas de relacionamento.

Aos que possam achar que estou exagerando, digo que já podemos começar a perceber o reflexo deste modelo de criação nos adultos da sociedade atual. Recentemente ocupei um cargo de chefia em uma instituição, e me surpreendi com a quantidade de funcionários abaixo de 30 anos com problemas em relação à autoridade. Acham realmente que o chefe está lá para adequar-se a suas conveniências, como faziam seus pais. "Como assim não posso emendar dois feriados seguidos (eu tinha deixado um, hein)? Esse chefe é um FDP!" E quando você é mais incisivo (nunca xinguei ninguém, juro, mas era chefe, e, portanto, precisava exigir algumas coisas, às vezes impondo minha autoridade), ficam logo indignados: "Nem meu pai falava assim comigo!!" Pois é, talvez se ele tivesse falado, a gente não precisasse estar tendo essa conversa...

Mas enfim, o que quero dizer, pessoal, é que precisamos reaprender a impor limites e dizer não pros nossos pimpolhos. Como dizia minha mãe, "é de pequenino que se torce o pepino". Não importa o quanto isso corte o coração (porque eles sabem ser fofinhos e persuasivos), é nossa obrigação de pais também ensinar desde pequeninos nossos filhos a lidar com rejeição e autoridade. E isso só se aprende na prática. Não estou falando aqui de castigos físicos ou surras (sou radicalmente contra), mas de reassumirmos nosso papel de educadores para o convívio, com uma postura firme e coerente. Educação se aprende principalmente em casa, não é papel exclusivo da escola. Não é não, e não adianta berrar, nem chutar, nem xingar. É não e pronto, e se continuar, ainda vai ficar de castigo (sim, crianças de 2 e 3 anos já entendem castigos, se quiserem saber mais sobre isso, visitem www.sossseguinho.com.br). Existe uma hierarquia na casa, como existem hierarquias na sociedade, e se você não aprender a respeitá-las, deve saber que enfrentará conseqüências.

Dentro deste contexto, acho que cabe colocar que, ao optarmos por gerar uma criança (isso foi decisão nossa), assumimos automaticamente um compromisso moral de educá-la, e educá-la bem. É nosso dever, nossa obrigação, garantir que a criança tenha atendidas todas as condições necessárias para que se torne um adulto feliz, realizado e um membro produtivo da sociedade. E limites são uma peça fundamental neste quebra-cabeça. Se nos omitirmos com relação a isso, teremos falhado miseravelmente como pais.

Bom, por hoje era isso.
 
Abraços a todos

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nunca fui Santa! Como vão suas unhas?

Estava eu fazendo minhas unhas e pensei comigo mesma: nossa, que milagre eu agora fazendo as unhas todas as semanas. Então, como minha cabeça não consegue parar 30 segundos, comecei logo a pensar se eu é que não sou muito vaidosa (porque não sou mesmo), ou se todo mundo que tem filho acaba tendo problemas para organizar o tempo e acaba deixando de lado essas prioridades.

O esmalte de hoje eu adorei e chama-se Nunca fui Santa.

Mas, apenas para satisfazer minha vã curiosidade, e a de mais alguém que possa se interessar, resolvi fazer uma pesquisinha. Que tal responder e semana que vem eu dou o resultado?

Divulguem aí para a gente ver como são as unhas das mamães por aí! Beijinhos


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Os banquinhos

Oi gente...

Desde que fui a última vez para Brusque (por que precisava urgentemente de roupas de frio), que temos uma nova forma de locomoção de bebês aqui em casa. Tratam-se de uns banquinhos pintados que minha mãe comprou à beira da estrada para elas. São uma gracinha. Um é no formato de uma florzinha, outro uma joaninha e o terceiro, um sapinho.

Acontece que a Flora e a Iris adoraram usá-los como andadores. Era INSUPORTÁVEL! O barulho que elas faziam ao arrastar os bancos pela casa era de enlouquecer. E sem falar que eu tinha que ficar controlando o horário porque domingo às 7:00 é sacanagem com o vizinho de baixo, né?

Então, para preservar nossa sanidade, compramos feltro e colamos em todos os pés de todos os banquinhos. E a paz passou a reinar. Só que agora temos tráfego intenso de motoristas de banquinhos pela casa. Eles passaram a deslizar mais facilmente e com maior velocidade... Olha só...


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O FERIADO E A VOLTA

Oi genteeeee

Eu sei que hoje era dia do Descobrindo Curitiba. Mas, como não estávamos em Curitiba, vou falar da viagem à Floripa e do caminho de volta, ok? Semana que vem voltamos com mais descobertas curitibanas.

Então, passei o feriado na casa da minha mãe em Florianópolis. Foi bem gostoso. As meninas puderam curtir as duas avós, os dois avôs e os tios todos. Voltaram parecendo as rainhas da cocada preta - kkkkkkk.

Bom... choveu a maior parte do tempo mas, deu para pegar dois dias de praia com a molecada e a mamãe conseguiu dar umas caminhadinhas no calçadão.

A praia com Helena foi um grande sucesso, com a Iris, um sucesso modesto e com a Flora, uma tragédia (pelo menos foi o que ela achou - hehehehe). Enquanto Helena brincava de castelo, de enterrar e correr na areia, Iris ficou um tempão encantada com a marola. Depois aceitou dar uma caminhadinha na areia fora da toalhona mas se sujasse as mãos de areia, desistia na mesma hora.
Iris caminhando com papai

Já a Flora, não queria nem saber de conversa com a praia. Na hora que tirei ela do carrinho, ela correu de volta para ele e tentou subir de volta. Como não deixei, chorou, reclamou e só sessegou em cima de mim, agarradinha no dedo. E aí ficou até a hora de ir embora tomando solzinho.



Iris com o papai

Flora trocou de lado e ficou olhando o mar


Flora, ainda agarrada na mamãe

Helena enterrada! Adorou...

Mamãe, eu só fico se for em cima de você!

Agora, a volta foi uma aventurinha. Um trajeto que poderia ser feito em cerca de 5 horas (esse tempo seria por causa das paradas todas), levou 9horas para ser percorrido. Isso porque, além do tráfego intenso, estava chovendo. Então pegamos uns 2 engavetamentos e um caminhão de bananas virado.

A molecadinha se comportou super bem, assim como o Pipoca (cachorrinho da minha avó que veio com a gente) mas a chuva nas paradas também atrapalhou um pouco pois não podíamos circular muito. E ainda por cima não podíamos perder muito tempo descansando porque não queríamos pegar o engarrafamento da volta do feriado.

Engarrafamento do caminhão de bananas

Pipoca

Iris fazendo o ritual do soninho (chupar o dedo e esculpir  o cabelo)


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz 2012

Olá, gente.

Voltando à rotina depois de uma “ótima” semana chuvosa em Floripa. Tava legal, afinal, uma semana de folga é sempre ótimo, mas cara, choveu segunda, terça, sexta, sábado e toda a viagem de volta no domingo. Aliás, alguém devia explicar pro pessoal que, quando chove, a pista fica mais lisa e a visibilidade diminui, e portanto, tem-se que andar mais devagar e com mais atenção. Foram três acidentes e, aproximadamente, duas horas parados na estrada, sem contar mais umas duas de trânsito lento. Isso só até chegar a Joinville. Pra coroar, um caminhão de bananas resolveu virar na curva, e trancar as duas pistas, já a 60 Km de Curitiba. Ou seja, um trecho que poderia ser feito tranquilamente em quatro horas, levei aproximadamente nove horas para cobrir. E com três naniquinhas e um cachorrinho maltês dentro do carro. Ah, e claro, a tonelada de presentes (uma bike, dois triciclos, uma cadeira de balanço (juro), um quadro negro, diversas bonecas e mais um monte de roupas e brinquedos que nem me lembro) que os avós, tios e agregados resolveram presentear às pequerruchas no dia de natal. E claro, a pequena “mudança” que a mãe sempre carrega junto, de coisas indispensáveis como o estoque gigante de fraldas (oh troço pra ocupar espaço), lenços, roupas para troca e outras (in)utilidades equivalentes (tá, tá, quando eu preciso está tudo à mão, admito).

Ou seja, mais um final de ano “normal”. Mas até que as meninas e o cachorro se comportaram muito bem durante a viagem, não incomodaram nada mesmo. Obviamente que a logística foi considerável, e o DVD extremamente útil (este sim um item indispensável em viagens, principalmente para a sanidade dos pais) mas, afinal, já estamos acostumados.

O que não me acostumo mesmo é o seguinte. Por que causa, motivo, razão ou circunstância, enfim, por que raios os restaurantes e postos de gasolina cismam de colocar o Fraldário dentro do banheiro feminino, caramba? Custa fazer uma salinha com uma bancada e uma pia para nós, pais, também podermos levar os pequeninos. Ou será que não se tocaram ainda que pai também troca fralda. E se eu fosse pai solteiro? Ia fazer o quê? Chamar a atendente pra me ajudar? Dá vontade de trocar a criança em cima da mesa do bar, mesmo, puta, que raiva. Perdi a conta das vezes em que me desloquei, feliz e fagueiro, até o fraldário para trocar as gêmeas (e mesmo a Helena, quando era menor) e dei com a “cara na porta” do banhero feminino. Resultado. Lá volto eu, com, desculpem a escatologia, a bomba de cocô (aliás, como cabe tanto cocô dentro de barriguinhas tão pequenas, alguém me explica?), entregar o “presente” para a mãe se virar. E então algo que poderia ter sido resolvido em uma única viagem ao banheiro se transforma em três longos e odorosos deslocamentos, obviamente com a criança reclamando, por estar toda suja.

Enfim, eu e a Rê já desenvolvemos uma técnica. Ao chegar em um local, a primeira providência é verificar se terei acesso ao fraldário, ou se, novamente (90% das vezes é assim) a bomba vai ficar com ela. Nestes casos, como a Helena já está maiorzinha, eu e ela vamos juntos ao banheiro masculino, onde ela acaba vendo coisas nem sempre muito apropriadas. Sem contar a sujeira. Nunca vi nada pior que banheiro masculino de estrada. Em geral, tenho que segurá-la no colo enquanto ela se “alivia”. Mas sério, não seria muito mais lógico eu poder levar as gêmeas e trocar as fraldas, enquanto a Helena fosse com a Rê ao banheiro feminino?

Ademais, mamães, com fraldários “mistos”, acaba a desculpa dos papais, né. Fica aí a sugestão. Me ajudem a reclamar dessa situação? Uma conversa com o dono ou gerente (atendente não adianta, eles não “repassam”), ou um bilhetinho na caixinha de sugestões do estabelecimento, se todos nós colocarmos, pode fazer toda a diferença, e abrir espaços para que vocês, mamães, também possam ter um tempinho pra tomar uma “coca” enquanto o papai troca a fralda. Que tal?

Abraços a todos.