Minhas três Princesas

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Primeira vez do papai aqui


Olá pessoal.

Sou o papai dessas três naniquinhas e vou, neste espaço, falar um pouco da minha percepção do lado masculino da “profissão” de pai, ao narrar fatos ou compartilhar aprendizados obtidos a partir das minhas experiências com as três, para pais em geral, mas principalmente para aqueles que, como eu, pretendem participar mais ativamente da criação de seus nanicos, e que estão aprendendo a vencer os desafios envolvidos na formação do caráter de seus anõezinhos, mas que também vem descobrindo que as pequenas alegrias e a satisfação pessoal que os filhos nos trazem são muito, mas muito maiores mesmo, do que as famosas preocupações e dores de cabeça que nossos pais sempre nos falaram.

E acho que um ponto interessante para começar é justamente esse. Por que todo mundo sempre nos fala das dificuldades envolvidas na criação dos filhos, mas ninguém nunca nos conta (pelo menos para mim nunca falaram) sobre como é gratificante ser papai. Parece até que querem guardar esse prazer em segredo para si mesmos. Por que será que nunca nos contaram (aos homens) como é lindo e reconfortante o som da gargalhada de um bebê, ou como é gostoso o cheiro de seus cangotes (as meninas sabem disso desde cedo). Ou que a sua simples presença, com seu sorrizão sincero e espontâneo - simplesmente por que o papai chegou em casa - é suficiente para eliminar o estresse e fazer esquecer mesmo o mais infernal dos dias de trabalho. Bom, pelo menos esta é a minha experiência. Calma aí, gente, ninguém também etstá falando que ser pai seja fácil, antes pelo contrário. Dá um serviço danado, e exige um grau “dalailâmico” de paciência e comprometimento. Mas que as recompensas compensam, e muito, isso também é verdade.

E assim, chego a outro ponto. Talvez nossos pais nunca tenham nos falado disso, simplesmente por que não viveram esta experiência. O papel do pai dentro da família encontra-se em evolução, e certamente hoje esperam-se de um pai posicionamentos e atitudes diversas do que se esperava no passado. Sou de uma geração em que os papéis masculino e feminino dentro da família eram muito bem definidos por convenções sociais pré-estabelecidas e raramente questionadas. A lida diária, o cuidado e a educação dos filhos eram, inquestionavelmente, responsabilidade da mulher, inseridos dentro de uma gama mais ampla de atividades domésticas necessárias à organização da casa, as quais eram aceitas como essencialmente femininas. O papel masculino era muito mais de provedor financeiro, o responsável por “não deixar faltar nada em casa”. Se esta obrigação fosse cumprida, o pai, que afinal de contas trabalhava o dia todo, ao chegar em casa deveria ser tratado até com certa reverência, sendo deixado em paz para descansar das atividades relacionadas ao seu trabalho, consideradas certamente muito mais exaustivas e importantes que as tarefas do lar. Assim, o contato do pai com os filhos era sempre muito mais distante, severo e frio. Sei inclusive de casos de alguns amigos que me relataram que o papel de seus pais em sua criação limitou-se, na infância, a administrar a disciplina, e depois, no final da adolescência, a ensinar as famosas coisas da vida, o que resumia-se a iniciar o moleque na casa de reputação duvidosa mais próxima. Em ser tratando de meninas então, o contato era quase nulo.

Não estou aqui querendo discutir este modelo de família (embora não concorde com ele), mas apenas colocando que hoje este modelo está sendo gradualmente revisto, e discutindo as consequencias disto. Afinal, agora as mamães também trabalham fora, e, portanto, a divisão das tarefas domésticas necessariamente acaba tendo que ser revista. Assim, cada vez mais vemos papais trocando fraldas, dando banho, amamentando (com mamadeiras, né, dããã), acordando (putos) de madrugada e, consequentemente, descobrindo perplexamente que isso é o MÁXIMO. É uma maneira de passar um tempo maior com seus filhos, e aproveitar tudo de bom que eles tem para oferecer. No meu caso, por exemplo, a hora em que dou banho nas nanicas é sensacional, fazemos uma zona no banheiro, é realmente muito divertido. E já consigo perceber, pelo comportamento das mesmas em comparação com outras crianças que conhecemos e que são criadas no modelo “tradicional”, que esse contato para elas também é muito importante, e que, aliada a outras coisas, obviamente, a maior presença paterna tem contribuído para que elas se desenvolvam com um grau maior de segurança, independência e auto-estima, o que acaba se refletindo em um comportamento mais calmo e temperamento mais maleável. Tanto assim que ouvimos o tempo todo como temos sorte de termos meninas tão calminhas, que elas são muito “educadinhas”, e sinto orgulho em saber que, ao menos em parte, venho bem desempenhando meu papel para contribuir para que isso seja assim.

Outra coisa importante, senão a mais importante nisso, é o fato de que, se você participar mais, a mamãe vai consequentemente ter menos coisas pra fazer, e portanto, ter mais tempo pra si mesma, sentir-se menos cansada e mais feliz. E como mamães mais descansadas e felizes são esposas mais descansadas e felizes e mulheres mais descansadas e felizes (leia-se receptivas), preciso desenhar onde isso acaba? Ou seja, meu caro, você acaba sendo um papai mais “cansado porém feliz” muito mais vezes.

Por isso, meus caros amigos, deixo a todos (desde o Maguila até o David Beckham) a mensagem para que tentem participar mais ativamente da rotina de seus filhos. Trocar fralda não faz cair a mão, e dar um banho não desbota. E o resultado compensa o cheirinho e a umidade em 300%.

Abraços

Marlon

3 comentários:

Vanessa Pustai disse...

Oi primo!!
Eu sempre acompanho as atividades de vocês pelas postagens da Renata. Gostei de ler o que tu escreveu. E sendo filha de uma geração um pouco menos antiga que a tua..ou talvez pela própria estruturação familiar lá de casa..(filha de mãe Konzen...sabe né??)sempre senti meu pai muito presente na minha vida e posso dizer que isso foi super importante pra mim.. Portanto..parabéns! A Helena, a Flora e a Iris merecem todo teu carinho! Beijo

Bermudez disse...

LINDO!!!!!!

Livia Luzete disse...

Renata,preciso dizer que me apaixonei por esse pai (na melhor forma positiva que mães podem dizer)??
Pois é, concordo com tudo.
É super gratificante conviver com os filhos; mães menos cansadas são mais felizes;mães que tem um companheiro cúmplice e parceiro, são mais felizes;crianças felizes;casal feliz...mais filhos felizes(ops,só se quiserem aumentar a família!!..rrsrsr)
Seja bem vindo papi das princesas Bermudez.

Ahh,parabéns 2,que delícia de escrita. Parece um bate papo.