Hoje estou com o coração apertadinho, apertadinho. Sei que os filhos devem crescer e que os criamos para o mundo.
Mas, saber é uma coisa, fazer com facilidade é outra (que eu acho que nem existe). Tenho a política de dar liberdade às meninas e monitorar a maturidade delas mas nunca elas estiveram longe do meu alcance. Algumas vezes a Helena já dormiu nas casas dos amiguinhos ou na escola. No entanto, caso algum problema ocorresse, ela estava a, no máximo, quinze minutos de distância.
Agora, a coisa mudou. Ela vai passar o final de semana na casa da avó paterna sozinha. Eles devem vir buscá-la ainda hoje e o combinado é que a tragam de volta no domingo. Durante esse tempo vai ficar em Floripa.
Da hora que recebi a notícia, comecei a me sentir angustiada. Fico pensando na estrada e me convenço, ela também sempre viaja com a gente e o risco é o mesmo. às vezes nem pe um pensamento concreto, sabe? Só uma angústia, um medo de nem sei o que...
Mas, enfim, estou me dando uma bronca interna e mandando a cria... depois conto como foi!
Este blog conta a historinha das nossas três princesinhas.
Pesquisar este blog
sexta-feira, 16 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
As cartas de Helena
Recentemente, numa das noites em que estamos lendo historinhas para Helena, numa passagem do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o Príncipe Escamado sente saudades de Narizinho e resolve escrever uma carta para ela. Helena, mais que rapidamente, reuniu as ideias e veio correndo me dizer que estava com saudades dos amigos de Cuiabá e que queria mandar cartas para eles.
Como ainda não escreve, lá foi a mamãe. Peguei uma folha e ela começou a me ditar bem direitinho o que queria dizer. Escreveu três cartinhas: uma para o Lucas e a Laura, outra para a Bruna e outra para a Júlia e o Bruno.
Depois, fomos levar as lindas cartinhas ao correio para ela entender como funcionava o processo. Expliquei que ela ia entregar a carta ao moço do correio e que ele colocaria a carta num avião e que depois outro moço dos correios pegaria a carta lá em Cuiabá e levaria na casa deles.
Há dois dias atrás, recebemos uma resposta à cartinha da Laura e do Lucas. Ela dava pulos de alegria e, prontamente me disse que queria escrever outra resposta.
Mais uma vez me muni de papel e caneta e escutei o ditado de nossa pequena princesa. Claro que, às vezes preciso organizar um pouquinho as ideias mas, em geral, ela mesma diz tudo timtim por timtim.
Essa vou postar amanhã.
Acho muito legal essa nova brincadeira. Ela está adorando manter contato com os amiguinhos e eu estou adorando ver o brilho nos olhinhos dela ao receber as respostas.
Por hoje é só...
Como ainda não escreve, lá foi a mamãe. Peguei uma folha e ela começou a me ditar bem direitinho o que queria dizer. Escreveu três cartinhas: uma para o Lucas e a Laura, outra para a Bruna e outra para a Júlia e o Bruno.
Depois, fomos levar as lindas cartinhas ao correio para ela entender como funcionava o processo. Expliquei que ela ia entregar a carta ao moço do correio e que ele colocaria a carta num avião e que depois outro moço dos correios pegaria a carta lá em Cuiabá e levaria na casa deles.
Há dois dias atrás, recebemos uma resposta à cartinha da Laura e do Lucas. Ela dava pulos de alegria e, prontamente me disse que queria escrever outra resposta.
Mais uma vez me muni de papel e caneta e escutei o ditado de nossa pequena princesa. Claro que, às vezes preciso organizar um pouquinho as ideias mas, em geral, ela mesma diz tudo timtim por timtim.Essa vou postar amanhã.
Acho muito legal essa nova brincadeira. Ela está adorando manter contato com os amiguinhos e eu estou adorando ver o brilho nos olhinhos dela ao receber as respostas.
Por hoje é só...
Porque mamãe é carioca
O lado gaúcho da família que me perdoe mas, as pequenas adoram a rádio Samba de Raiz da Net e todo sábado e domingo, a gente já acorda sambando. E não é que elas levam jeito?
quinta-feira, 8 de março de 2012
Visita do vovô e da vovó
Esse final de semana, nossas pequenas receberam visitas. Foram o Vovô Dècio, a Vovó Elenita, Tio Marcone e Tia Cláudia. Então, fomo fazer um passeio que rendeu fotos bem legais.
Vó aprendendo a slingar
Flora no canguru
Contação de história com a bruxa
Helena prestando MUITA atenção
Depois da vovó e chapeuzinho salvas, ela relaxou (hehehehe)
Mamãe... que colinho gostoso!
Tia Cláudia... eu quero ler a revista
Conversando
Ensinando cambalhotas
Corre vovô!
Com tio Marcone, é bagunça da certa
lanchinho
Espero que tenham gostado
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Decisões, decisões... - Parte III
Olá
gente,
Caramba,
a vida tá corrida. Tá difícil arrumar tempo pra “blogar”.
Enfim, embora com atraso, vamos ao post.
Estávamos
falando sobre a metodologia Waldorf de ensino, e, pra encerrar esse
assunto, fiquei “devendo” as minha impressões sobre os
resultados que temos observado com a Helena até agora nesta
metodologia. Bom gente, só tenho uma palavra para descrevê-los.
Excelentes. Realmente, a Rê e eu estamos muito
satisfeitos com a escola, e todas as dúvidas que tínhamos hoje
estão superadas.
O
desenvolvimento da Helena é muito bom, e vemos claramente o papel da
escola nisso. Sem corujice nenhuma, Helena hoje é uma criança
segura, calma, criativa, articulada, independente (às vezes até
demais) e, principalmente, muito feliz. O mundo de fantasia
dela é extremamente desenvolvido, ela é capaz de ficar horas
brincando apenas utilizando a imaginação. Uma tira de pano vira o
cabelo da Rapunzel num piscar de olhos, e lá vai ela jogar suas
tranças pela janela da “torre”, à espera do príncipe
encantado. Passa o dia a cantar canções, contar histórias pra suas
bonecas, dançar ou fazer teatro. Prefere frutas a doces ou massas
(juro,ela pede pra comer frutinha!!). Adora ajudar nas tarefas
de casa, sempre que lhe é possível. Gosta de desenhos animados,
obviamente, como qualquer criança, mas consegue se distrair e
“sobreviver” sem eles (kkkk). Não é violenta, e tampouco
agressiva, seu temperamento é dócil. Mesmo com as irmãs, consegue
controlar seus ciúmes (porque isso todo filho mais velho tem), e
sabe dividir e brincar com elas.
Outra
coisa. Lembram que falei que me preocupava com a falta de formalismo
de conteúdos e com os efeitos disso? Bom, hoje percebo que os
conhecimentos que são passados formalmente em outras escolas, Helena
também os detém, embora não de forma “padronizada”. Explico.
Ela sabe sim, contar até 10, sabe identificar as cores, tem noção
de quantidades, de adição e subtração (embora não saiba somar e
subtrair formalmente, entende que se de 3 tiramos 1 sobram 2). Ou
seja, os conhecimentos estão lá, só que, em vez de aprendê-los
decorando, ela os adquiriu ludicamente. Aprendeu a contar em
cantigas, aprendeu as cores pintando e desenhando, aprendeu as formas
esculpindo e montando blocos, criando, enfim, e relacionando
conhecimentos anteriormente adquiridos. E esse é um tipo de
conhecimento muito mais solidificado do que algo que foi simplesmente
“decorado”.
Em
relação à leitura e escrita, observo que, embora, ainda não saiba
ler e escrever, Helena tem verdadeira paixão por livros e estórias.
Toda noite antes de dormir eu ouço, “Papai, conta uma estória pra
mim?”. E ela gosta mesmo é da estória, e não das figuras.
Estamos lendo Monteiro Lobato pra ela (que tem 3 anos e meio,
lembrem), e ela não só é capaz de compreender o texto (que é
difícil até pra crianças de 7 a 10 anos), como também de recontar
a estória (à sua própria maneira, claro). Ou seja, as bases para
um adolescente/adulto leitor estão estabelecidas. Agora é só
questão de aprender o código. E até isso fica mais fácil, uma vez
que, quando chegar a hora, aprender a ler e escrever irá tratar-se
de algo avidamente desejado, uma vez que representará o passaporte
para a independência em relação às estórias, e, portanto,
constituir-se-á em tarefa na qual será empregado todo o empenho e
vontade.
Mas nem
tudo é perfeito, obviamente. Sabem qual o defeito? Dá um trabalho
danado pros pais (KKK). Explico:
Primeiro,
que hoje tenho uma criança que, embora educada e calma, é
extremamente questionadora. A nanica não aceita as coisas
passivamente, e precisamos de uma boa dose de argumentação quando
lidamos com ela (e isso irrita, às vezes, confesso). Entendam, não
quer dizer que ela seja desobediente, pelo contrário, é até bem
obediente. Mas é questionadora, ah, isso é? “Porque devo fazer do
seu jeito e não do meu?”. “Papai, mas eu quero vestir a camisa
rosa, e não essa!”. Se damos uma ordem, ela obedece, mas ainda
assim, nem sempre sem questionar os motivos. O que, vamos falar a
verdade, é sensacional também. Sim, porque eu, como pai, quero, no
futuro, uma filha com capacidade crítica e de raciocínio, e não
alguém que simplesmente “vá na onda”. Alguém que tome suas
decisões de maneira consciente e baseada em seus próprios
princípios, e não simplesmente por que todo mundo faz assim. Alguém
que, por exemplo, faça sexo (ou não faça, “pelamordedeus”, não
faça, kkkk) com o namorado (ou namorada, isso ela é quem vai
decidir, kkkk) porque quer e se sente pronta pra isso, e não
simplesmente porque todas as amigas estão fazendo. Alguém que tenha
capacidade de olhar o mundo e raciocinar sobre ele, e que saiba o que
é melhor pra si, não porque alguém disse na TV, mas sim porque
pensou, questionou, se informou e decidiu o que achou melhor,
independente de pressões sociais. Alguém que entenda que as
escolhas que fizer têm consequências, e que tenha segurança e
autoconfiança para bancar essas escolhas, mesmo que sejam as
decisões erradas do meu ponto de vista ou do de terceiros. E acho
que, neste contexto, a escola que escolhemos é perfeita, pois desde
já podemos perceber a sementinha do adulto confiante, seguro,
crítico e autocrítico na criança que é a Helena.
Outra
coisa é que a metodologia é boa, mas não faz milagre. Pra
funcionar direito, a escola e os pais tem que trabalhar em parceria.
De nada vai adiantar você matricular seu filho em uma escola Waldorf
se você não estiver preparado pra isso. A “tia” Wal,
professora da Helena em Cuiabá, falava muito bem disso, e dizia
sempre quando conversávamos que “as crianças se adaptam bem
sempre, quem não se adapta mesmo são os pais”. Isso porque a
metodologia pressupõe um alto nível de participação e
comprometimento dos pais também, e temos que estar preparados pra
abrir mão de algumas coisas que talvez consideremos importantes,
como a nosso “sossego” e nossa necessidade consumista. Assim, não
adianta reclamar, que a escola NÃO VAI permitir que seu filho vá
pra lá com a mochila do “Ben Dez” ou da “Pucca”, não
importa se foi a “avó do bispo” quem deu (kkkk). E caberá a
você explicar à avó do bispo (que, convenhamos, nem sempre irá
entender isso bem) porque a netinha não está usando a mochila que
ela presenteou. Além disso, será preciso manter uma alimentação
saudável para a criança em casa, e isso implica em os pais passarem
a ter uma dieta mais natural também (pra mim isso é muito difícil,
adoro uma “porcaria”, se for chocolate, então, putz!!! Hoje, o
que faço, e´comer porcarias na rua, não as tenho mais em casa o
tempo todo). Além disso, o contato com a natureza pressupõe que
você “levante a bunda do sofá” no fim de semana e vá passar
algum tempo no parque, zoológico, sítio, fazenda ou outras
extensões de mato equivalentes, não importa se você está com sono
ou se lá tem insetos e não tem ar condicionado (hehe). Ah, é, e
você tem que estar disposto a abrir mão da televisão também, ou
ao menos limitar o tempo gasto com ela, principalmente em relação
às crianças. E isso implica em que, ao invés de ver TV, elas terão
que fazer outras atividades em casa, e, fatalmente, você terá que
estar disponível para as brincadeiras lúdicas com elas. Vai sim ter
que “perder” (ou será ganhar?) um tempo desenhando, lendo livros
e brincando de teatro (“papai, você é o príncipe, tá, vem subir
na minha trança”).
Pra
concluir, a mensagem que queria deixar é: A escola do seu filho tem
que seguir a linha educacional em que você acredita. Não adianta,
escola boa é aquela que o pai acha boa. Mas se você estiver
preparado pra experimentar, e entendendo que isso implicará talvez
em rever alguns conceitos (como eu mesmo tive que fazer), a
metodologia Waldorf é mesmo sensacional, e traz excelentes
resultados. Informe-se.
Enfim,
era isso.
Abraços
Marlon
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Biblioteca Pública do Paraná
Localização? Aqui: http://migre.me/7QsZ1
Classificação:
Dicas:
Se você tem só uma criança, eu aconselho a ir de ônibus. No centro é difícil achar vagas e os estacionamentos fechados são bem carinhos. No meu caso, saltei na Estação Central e fui passeando com a Helena.
O Passeio:
Eis que estávamos aqui em casa, sem livros para ler e eu precisava de alguns livros que já tenho mas que estão em Cuiabá. Claro que não ia comprá-los de novo. Então pensei: "deve ter uma biblioteca boa aqui em Curitiba, certo?
Depois de alguma pesquisa no Google, achei o site da Biblioteca Pública do Paraná e descobri que eles tem uma seção só de crianças com atividades e livros para elas. Amei a ideia de levar Helena comigo, já que ela adora livros. Então, um dia à tarde, nos arrumamos e partimos para o ponto de ônibus.
É impressionante a empolgação da menina com o transporte público - kkkkkkk.
| Helena na Estação Tubo, esperando o ônibus |
| Helena quis uma fotinho de beijo (e eu quase não gostei) |
Chegando na seção infantil, ela ficou doidinha! Corria de uma lado para o outro olhando e apontando tudo. Parecia um pinto no lixo. Escolhemos livros, lemos, brincamos, pintamos... ufa! Enfim ela escolheu o Rei Leão para levar para casa.
Então, fui à seção que me interessava, escolhi meus livros e fomos ao balcão de empréstimos. Fiz a minha carteirinha e a dela e enquanto esperávamos, ela deitou-se sobre as cadeiras e já começou a ler seu livrinho... olha que fofura!
Gostamos tanto que postei no Facebook. A mulherada gostou e resolvemos ir na hora do conto no sábado. Foi uma graça e nos divertimos bastante. Acho que vai virar um passeio corriqueiro (mas com as três tenho que ir de carro mesmo).
Olha a tropa que estava presente.
![]() |
| As gêmeas aprenderam a subir nessas cadeirinhas sozinhas |
![]() |
| E a Flora resolveu carregar todos os livros da biblioteca para a gente. Então, eu, a Helena e a Iris, líamos. |
![]() |
| A hora do conto |
![]() |
| Molecadinha aprontando |
Depois da hora do conto, mamãe levou a molecada para a praça, deu almoço e, em seguida, voltamos para casa
![]() |
| A tradicional foto da volta do passeio... Três princesinhas capotadas! |
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Piquenique Coletivo - Bosque do Papa
Bom dia Pessoal!
Domingo passado (29/01), tivemos um encontro delicioso. Depois de muita combinação pelo Facebook, acabamos conseguindo juntar 3 famílias queridíssimas.
Eu, Lú Ivanike (http://lucianaivanike.blogspot.com/ e http://www.carinhodepano.com.br) e Ninon Baduy Forbeck Furlaneto (http://www.ninonforbeck.blogspot.com/) conseguimos fazer um piquenique delicioso, milagrosamente com sol (depois de um final de semana de chuva) e com muitas crianças (7 no total).
O legal é que, conversando com o pessoal que conhecemos por aqui, percebi que muitos também têm essa vontade de formar um grupo com interesses em comum e sem frescuras. Aí chegou em Curitiba a carioca pé na porta - kkkkkk - que já quer organizar festinhas.
Quem quiser pode chegar. Mas tem que ser assim... todo mundo com paciência com a criançada, todo mundo ajuda em tudo e sem cerimônia!
Assinar:
Postagens (Atom)
Contatos
MSN: rebermudez@floripa.com.br
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2181608512491116267
Ou deixando um recadinho!
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2181608512491116267
Ou deixando um recadinho!








